quarta-feira, 21 de abril de 2010

Meu coração não comporta todo o exílio de ti
Demasiado sem freio desata todos os liames
Eu, sem saída.
Historio, transcrevo,comento.
Leio, releio trechos conhecidos.
Fecho os olhos.
Encadeio as portas e tu voltas terra-a-terra
Expande-se pelas minúsculas frestas
Eu desarmada
Apresento-te minha radiografia transparente
Dou-te esse punhado de amor
Feito de letras convertidas em palavras,
Imprescindíveis ou não.
Qual deixo para que leia na minha estação de afastamento.
Tu serás senhor de um tempo posterior.

5 comentários:

Rosana Barros disse...

Lindíssima esse seu post. Amei a fotografia da mulher tecendo. beijos linda

Vanusa Babaçu disse...

Essa mulher é Querubina... a mais bela quebradeira de coco do mundo. A foto é antiga e não é de minha autoria...
Mas é linda, mesmo.

Anônimo disse...

Forte,maduro,transparente,transparente? lindo!!

João Henrique Salles disse...

Historiar...
Lindo essa tua forma de deixar tuas marcas...Estação de afastamento?
é maravilhoso o poema e as fotos de mãos. Tu, uma mulher de fase! Essa agora tá de encher os olhos

Bravo!

Abraços de aconchego!

Anônimo disse...

O fotografia bem que tava merecendo de um cuidado desses!!!
Encha mais os nossos olhos!