segunda-feira, 9 de julho de 2012





No labirinto que nós mesmo construímos encontramos cada um a sua porta a alternativa,
 e caminhos tão diferentes...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A construção memorial do olhar fotográfico

A construção memorial do olhar fotográfico





A construção memorial do olhar fotográfico
Hudson Moura
A abordagem que escolhi para este texto, à partir do tema o olhar fotográfico, é a construção memorial. Proponho examinarmos o momento do registro da fotografia, ou seja, o momento em que o fotógrafo vê uma situação e a partir dela constrói a imagem fotográfica. Este ato de construção ou de apreensão da imagem requer do fotógrafo uma atenção especial ao olhar.
Alguns fatores nesse momento vão influenciar a construção/composição fotográfica, vou me ater particularmente na questão da memória. Como a memória pode influenciar o ato fotográfico, o olhar.
Segundo Philippe Dubois, no livro O Ato Fotográfico* , a relação da imagem com o espaço/tempo é indissociável do ato que a faz ser a imagem fotográfica não é apenas uma impressão luminosa, é igualmente uma impressão trabalhada por um gesto radical que a faz por inteiro de uma só vez, o gesto do corte, que faz seus golpes recaírem ao mesmo tempo sobre o fio da duração e sobre o contínuo da extensão.
No entanto, vale ressaltar que se o golpe (o de disparar o obturador) é instantâneo, a impressão como ele mesmo cita é trabalhada antes do “gesto do corte”.
“A imagem-ato fotográfica”, segundo o autor, “interrompe, detém, fixa, imobiliza, destaca, separa a duração, captando dela um único instante. Espacialmente, da mesma maneira, fraciona, levanta, isola, capta, recorta uma porção de extensão.”
Dubois cita o exemplo de uma situação que se passou com ele quando era menino. Ele estava participando de uma corrida, e o pai o esperava com a máquina em punho perto da chegada. Ele estava ganhando e quando se aproximava do final avista o pai e pára subitamente para ser fotografado: “ao pensar provavelmente que eu seria ‘preso’ pela película, paro de uma vez e fixo o meu pai que me fixa”. Segundo ele, a foto o deteve: “o curso, a corrida, o tempo não tem validade aos olhos da fotografia. O ato-fotográfico corta, o obturador guilhotina a duração, instala uma espécie de fora-do-tempo”.
“A fotografia é um tiro”, segundo o fotodocumentarista Sebastião Salgado**, “e é um tiro ao arco, porque não tem nada mais preciso e mais fantástico do que uma flecha. E a concentração que você precisa para dar um tiro, para lançar uma flecha é uma concentração tão incrível que você é capaz de atingir o alvo só através da sua cabeça”.
Assim como, Dubois que foi fotografado e se recorda muito mais do momento da foto do que dela impressa. Salgado é capaz de lembrar de tudo sobre o momento em que fotografou: a velocidade, o diafragma e até mesmo do cheiro do local, mais que a própria foto. O olhar apesar de registrado pela câmera e impressa (em película ou papel) não tem a mesma força que o momento experienciado e vivido pelo fotógrafo. Envolto com a situação, o fotógrafo fica marcado não só pela imagem mas por uma série de circunstâncias daquele momento. Daí a dificuldade de muitos deles em editar as suas fotos, ou melhor, discernir entre elas quais tem melhores qualidades técnicas e representam melhor a situação.
A responsabilidade do olhar fotográfico é imensa, ele tem 250 avos de segundo em média para fazer o recorte de uma situação que ele sabe ser impossível de resumir em uma imagem e desta se repetir. “Esse momento único, levantado do contínuo do tempo referencial”, diz Dubois, “torna-se, uma vez pego, um instante perpétuo: uma fração de segundo, decerto, mas ‘eternizada’, captada de uma vez por todas, destinada (também) a durar, mas no próprio estado em que ela foi captada e cortada. (...) Ao cortar, o ato fotográfico faz passar de um tempo evolutivo a um tempo petrificado, do instante à perpetuação, do movimento à imobilidade, do mundo dos vivos ao reino dos mortos”. Esta mesma idéia é ressaltada por Susan Sontag, em Ensaio Sobre Fotografia***, “todos os fotógrafos são testemunhas da passagem inexorável do tempo, fotografar significa participar na mortalidade, vulnerabilidade e mutabilidade de outras pessoas (ou coisas)”.
Aí, o sentido decisivo do disparador. Se por um lado tem-se a impressão negativa do congelamento do tempo, por outro, tem-se a capacidade de perpetuar um momento fluido que poderia ficar no passado, mas que o fotógrafo eternizou e de certa forma valorizou. Não só ele é testemunha do fato quanto a foto registrada naquele instante. Ela se torna então um arquivo, um documento material e palpável.
Mas, a escolha também é feita espacialmente. O ato fotográfico consiste antes em subtrair de uma vez um espaço “pleno”, já cheio, de um contínuo. O espaço fotográfico é um espaço que deve ser capturado (ou deixado de lado), um levantamento no mundo, uma subtração que opera em bloco.
Segundo Dubois, “cada objetivo, cada tomada é inelutavelmente uma machadada que retém um plano do real, exclui, rejeita, renega a ambiência (o fora-do-quadro, o fora-do-campo), toda a violência do ato fotográfico procede essencialmente desse gesto do cut”. Ele enfatiza a questão do fora-de-quadro (espaço-off) como um resíduo, um resto, um outro espaço ausente do visível fotográfico e que de uma maneira ou outra influencia a leitura da foto, e se constitui num outro espaço construído.
Para Cartier Bresson, “é essencial efetuar cortes na matéria bruta da vida – cortes e mais cortes, mas com discriminação e (...) ao mesmo tempo é essencial evitar o uso da máquina na fotografia como uma metralhadora, o acúmulo de material inútil embota a memória e prejudica a exatidão”. Continua Bresson,


.

No caso de cada um de nós, é no próprio olho que o espaço começa e se abre ampliando-se cada vez mais até o infinito. O espaço, no presente, nos atinge com maior ou menor intensidade, e depois nos deixa, visualmente, para se encerrar na memória e ali se modificar. (...) Nós fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo (...), o que passou, passou para sempre. Nossa tarefa é perceber a realidade, registrando-a quase simultaneamente no caderno-de-esboços que é a nossa câmera. (...) A fotografia implica o reconhecimento de um ritmo no mundo das coisas reais. O que o olho faz é encontrar e enfocar o assunto particular dentro da massa da realidade; o que a câmera faz é simplesmente registrar em filme as decisões tomadas pelo olho. O olho do fotógrafo está sempre pesando e avaliando as coisas.
O que Bresson destaca neste trecho do seu antológico texto O Momento Decisivo, é a importância do momento ao captar uma imagem. Primeiro, ter a consciência de que o momento em que está se vivendo ali é único, e que é necessário fazer o corte, com consciência sobre a situação que se está vivenciando. Segundo, é que o excesso de imagens ao invés de nos ajudar a ver melhor a situação, ela pode nos atrapalhar e prejudicar a própria escolha da foto. Pode ser, ainda, que nenhuma tenha captado o momento ideal. Terceiro, a foto começa a ser registrada pelo nosso próprio corpo, o olho age sobre o espaço/tempo e a memória arquiva e a processa à medida que a imagem é solicitada em lembrança. Quarto, o que o fotógrafo registra é o passado, apesar de estar presenciando o presente. Quinto e último ponto, é que quase que naturalmente o olho do fotógrafo está sempre atento, compondo e enquadrando o que vê.
Portanto, a foto é construída antes mesmo do fotógrafo acionar o disparador; ele se coloca primeiro num processo da sua própria apreensão do espaço/tempo do local onde vai fotografar e do objeto ou situação a ser fotografado. A memória do local interage com o fotógrafo de forma decisiva e completa quanto mais ele se inserir naquela realidade. Memória esta já de antemão às vezes conhecida pelo fotógrafo através de outras fotografias, histórias ou fatos narrados por outros. Desta maneira ele vai “pesando” o seu priori conhecimento com o local, pessoa ou objeto que vai fotografar.
De uma maneira ou de outra, esta inserção implica na sua atitude em tomar contato, ou melhor, no seu ato de ver e olhar.
Neste momento, aproximo o trabalho do fotógrafo ao do etnógrafo quando François Laplantine no livro La Description Ethnographique , faz a distinção entre ver e olhar. Segundo ele,
olhar é guardar, prestar atenção, observar, vigiar. O olhar demora-se no que vê. Ver o mundo imediatamente tal qual ele é, cujo resultado consistiria em descrever exatamente o que aparece diante de nossos olhos, não seria ver verdadeiramente, mas crer, e crer claramente dentro da possibilidade de eliminar a temporalidade. Seria reinvidicar uma estabilidade ilusória do sentido do que a gente vê e negar a vista, e ao visível, sua característica indiscutivelmente mutante.
O mesmo enfatiza Maurice Halbwachs em Memória Coletiva: ao se inserir em algum lugar onde já se tem de alguma forma um certo conhecimento ou informação. Na qual esta memória é influenciada com a memória de outros. Ao se tomar contato com algo você participa da própria memória embutida neste lugar ou objeto.
A participação e interação com o fato ou pessoa fotografada é importante, e se torna quase impossível de fazê-lo se posicionando exteriormente a ele. Como fotografar algo sem conhecê-lo? Sem conhecer suas dimensões, razões ou posições? O fotógrafo corre o risco de nem mesmo aguardar o momento certo da fotografia. A foto pode gerar um falseamento, já que ela não tenta conhecê-lo. Outro fator, é a tomada de partido. Já sabemos que a imparcialidade é praticamente impossível de alcançá-la, seja numa foto, num filme, texto escrito, etc.
O fotógrafo Robert Capa, segundo Sebastião Salgado, defende a identificação com o fato fotografado. Segundo Capa, para se captar uma imagem, tem que estar à frente da coisa que acontece, tem que estar lá, tem que viver lá dentro.
Salgado também concorda e enfatiza a necessidade de interação na fotografia: “eu acho que você só consegue fazer um trabalho fotográfico se você tiver realmente uma identificação total com aquilo que você vai fotografar. Se você tem prazer de estar lá. Senão você não faz”.
Ele fala ainda da influência da memória no momento de fotografar. A memória como referencial de visão de mundo, ao citar que até hoje fotografa com a cidadezinha onde nasceu. Todas as suas fotos são influenciadas pela luz da sua cidade que ele recorda de quando era criança:
Cada fotógrafo tem uma estética, só uma, não tem duas. (...) Eu aprendi a ver o mundo em contraluz, porque a gente estava sempre na sombra (...). Então eu acho que cada pessoa fotografa com a sua história, fotografa com o seu passado, fotografa com a sua luz e não com a dos outros. Então eu formei uma maneira de ver o mundo, uma forma estética de ver o mundo que é só minha, só minha.
A capacidade do fotógrafo de intervir na imagem e numa fração de segundo realizar a foto, faz parte de todo um processo de construção memorial que interage e possibilita-o de registrá-la. E dentro desta foto contém toda esta construção e apreensão do que ele tem sobre o assunto que registrou. Além disso, o próprio processo de fotografar se faz pela repetição do ato e depois pela avaliação deste material pelo fotógrafo, que na mesma instância vai influenciar e fundamentar toda esta construção do olhar que age no momento do ato fotográfico.

* DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico e outros ensaios. Campinas, Papirus, 1994.
** Entrevista concedida ao programa Roda Viva, TV Cultura (1996).
***SONTAG, Susan. On photography. New York, Dell, 1977.
**** LAPLANTINE, François. La description ethnographique. Paris, Nathan, 1996.
***** HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo, Vértice/Revista dos Tribunais, 1990.

quarta-feira, 21 de março de 2012

RESEX CIRIACO AMPLIA CONSELHO DELIBERATIVO E DÁ POSSE A NOVOS CONSELHEIROS

RESEX CIRIACO AMPLIA CONSELHO DELIBERATIVO E DÁ POSSE A NOVOS CONSELHEIROS
Por: Jose Jagno Rodrigues Nepomuceno
Analista Ambiental –ICMBio
RESEX Ciriaco
Imperatriz-MA


A cerimônia de posse dos novos conselheiros do Conselho Deliberativo da RESEX Ciriaco ocorreu no último dia 11 de Março na sede da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da RESEX Ciriaco - ATARECO, localizada no município de Cidelândia-MA.
Foto 1 – Evento na sede da ATARECO.
Fonte: ICMBio/ Imperatriz-MA

O evento evidenciou o esforço da equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, através do Núcleo de Gestão Integrada de Imperatriz-MA, no sentido de promover a renovação do Conselho Deliberativo da mencionada Unidade de Conservação.
Trata-se de um processo que teve início no ano de 2011 quando, em reunião do Conselho da Reserva, se deliberou pela necessidade de renovação do mesmo, haja vista que, a Portaria nº 66 que o criou ser do ano de 2004 sem que tivesse havido a publicação de uma nova Portaria que respaldasse as mudanças de composição ocorridas no período.
Vale dizer que, durante esse lapso de tempo, algumas instituições solicitaram a sua saída do Conselho Deliberativo sem que isso fosse legitimado por meio de novo instrumento normativo o que prejudicava, no plano jurídico, as decisões que eram tomadas no âmbito do Conselho.
Nesse diapasão, o processo de renovação do Conselho Deliberativo da RESEX Ciriaco se mostrou necessário e teve seguimento com o convite formal de outras instituições para fazer parte da nova composição. Uma série de oficinas e reuniões foram realizadas nos Povoados insertos na UC com o objetivo de discutir a renovação/ampliação com o máximo de participação possível para que os beneficiários da reserva se sentissem legitimamente representados no Conselho.
Na composição original que data de 2004, o Conselho Deliberativo contava com 11 instituições com destaque para participação de entes governamentais como IBAMA, Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Maranhão - SEMA, Prefeitura e Câmara Municipais de Cidelândia-MA. Destacavam-se ainda, organizações da sociedade civil como MIQCB (Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu), CNS (Conselho Nacional das Populações Tradicionais) e CENTRU (Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural do Maranhão).
Nesse novo momento, o Conselho da RESEX Ciriaco, por meio da Portaria 114/ICMBio de 26 de Dezembro de 2011, passou a contar com 31 Conselheiros titulares mantendo a maior parte das instituições originalmente signatárias. Ademais, o Conselho conta agora com a participação ilustre de instituições de pesquisa e produção de conhecimento, tais como: a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e do Instituto Federal do Maranhão (IFMA). Releva-se também, na nova formação, a ampla presença da População Tradicional que se evidencia, não só pela participação de organizações da sociedade civil que, legitimamente, já os representa, mas também, pelos beneficiários da RESEX, pessoas físicas, moradores dos povoados Ciriaco, Viração, Bom Jesus e Alto Bonito que representam mais de 50% nessa nova formatação em consonância com a IN 02/2009 do ICMBio.
A cerimônia de posse, realizada no dia 11 de Março de 2012, contou com a participação da equipe do ICMBio de Imperatriz-MA, parceiros, comunidades da reserva e a presença significativa do integrantes do Conselho evidenciando o compromisso de todos com os desafios que se avizinham.Na oportunidade, os participantes puderam nivelar conhecimentos sobre Conselho Deliberativo e o papel do Conselheiro, bem como ampliar informações acerca  da própria RESEX Ciriaco através de duas palestras ministradas pelo  Analista Ambiental do ICMBio José Jagno Rodrigues Nepomuceno.
Destaque-se também a presença ilustríssima do senhor Manoel da Conceiçao (Mané), militante fundador do PT no Brasil, que, na oportunidade, falou a todos os trabalhadores presentes acerca da necessidade de mais consciência política num contexto histórico de aprovação da Lei da Ficha Limpa no país.
Foto 2 – Manoel da Conceição (centro), presença ilustre no evento
Fonte: ICMBio/ Imperatriz-MA

No evento foi realizada, ainda, uma mostra fotográfica de autoria da senhora Vanusa Babaçu, a qual ficou acessível a todos logo na entrada da sede da ATARECO. A referida mostra fotográfica refletia o dia-a-dia da comunidade da UC.
Foto 3 – Mostra fotográfica na entrada da Associação.
Fonte: ICMBio/ Imperatriz-MA

Foi efetivada também a entrega de 100 camisetas aos Conselheiros e a comunidade presente adquiridas pelo ICMBio de Imperatriz-MA numa parceria com a empresa Suzano Papel e Celulose. Ao final, houve a entrega dos termos de posse ao Conselheiros, em seguida, foram feitos os agradecimentos finais, realizado um coffee break  e tirada a  foto oficial.


Foto 4 – Foto oficial com a nova formação do Conselho Deliberativo da RESEX Ciriaco.
Fonte: ICMBio/ Imperatriz-MA




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Como uma barca

Foi assim, numa noite ventilada
Que ela aportou com suas velas em frangalhos
Reclamando da tormenta que causou o fatídico
Aportou assim, em meu porto ignorado
Ela que é beleza sublime em meu pensamento
Eu que sou navio em mar lodoso
Como pode ela ter tal mácula
Com tamanha magnitude nesse curso?

A vejo congelada no tempo
Em minhas noites que nem sempre ventam
Ela e seus finos gestos capturados numa lente
Ela e seu delicado sorriso dito raro
Que exala uma suave doçura fresca
Foi assim, numa noite delicada
Que ela aportou como uma barca cheia de flores
Para ornar com perfume o meu porto ignorado



Jairo

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Casa de Babaçu

Chá entre amigos marca a inauguração da Casa de Babaçu
Ambiente de estudo, compartilhamento, pesquisa e entretenimento
Guilherme Barros

Alunos, amigos e simpatizantes da fotografia reunidos com Vanusa
Foi inaugurado sábado, 11, o espaço Casa de Babaçu. Ambiente que servirá como oficina para que aulas de fotografia sejam ministradas e estimule a socialização daqueles que trabalham na área, tem interesse de conhecer ou querem compartilhar conhecimentos e todo um material já produzido.

Iniciativa da pedagoga Vanusa Babaçu, a casa surge como alternativa para o curso de fotografia no Senac (além de ser o único espaço com a oficina, o período das aulas é sempre noturno), pois muita gente, por indisponibilidade de tempo, não pode integrar as turmas de lá. “Eu não quero concorrer com o Senac, até porque lá eu também sou a instrutora. A questão é aumentar o leque de possibilidades para aqueles que se interessam pela fotografia e desejam agregar mais conhecimento sobre a área”.

Para driblar essa problemática com o horário, turmas pela manhã, tarde e finais de semana poderão ser formadas e terão um espaço fixo de encontro, estudo e exposição. “Aqui veremos a história dos fotógrafos que fizeram grandes contribuições e induzimos os alunos a pesquisar o máximo que eles puderem. Na internet, inclusive, existem diversos cursos com material muito rico. Mas, para aqueles que valorizam a presencialidade das aulas, nós estamos aqui”.

As oficinas visam dar um norte para os alunos. A história das câmeras digitais, a diferença das câmeras digitais e analógicas, fotografia de estúdio, composição fotográfica, luz, sombra. “O básico. Uma pessoa que faz esse curso não vai sair profissional. Fotografia é uma graduação de ensino superior de quatro anos, se faz uma pós, um curso técnico no mínimo (dois anos). Então, um curso de 40 horas é uma oficina, não tem condição de se sair profissional”.

Dallila Moraes, 18 anos, não chegou a fazer o curso, mas sempre simpatizou com a fotografia. Após conhecer o trabalho de alguns profissionais da cidade, resolveu ir atrás de mais informações. “A fotografia é tudo. Ela mostra sorriso, ela deixa eternizado algumas coisas, eu gosto muito disso”. 

Mesmo sem entrar, de fato, na oficina, chegou a integrar a quinta turma e ajudava nas composições e posava para fotos. A fotografia autoral predileta de Dallila é o retrato de uma porteira na fazenda. “Tá chovendo, o sol tá baixo, tá em contra-luz, muitas árvores, muito verde, a chuva ajudou bastante, deu um toque suave na foto.”

Jhonatha Pereira, 20 anos, já participou da oficina e já trabalhava com fotografia antes mesmo disso. “Meu primeiro envolvimento com a fotografia foi quando eu tinha 13 anos e ganhei uma Polaroid. Meu avô era fotógrafo, por hobby, acabei herdando esse interesse”. Mesmo com toda a intimidade com a arte, Jhonatha buscou aprimorar seus conhecimentos por meio do curso. “Há o estímulo de um olhar apurado e técnico que possibilita você descobrir qual área da fotografia combina mais com você. Fotografia de eventos, paisagens, pessoas, objetos...”

Antes fotografado em uma agência, o jovem fotografo descobriu sua preferência por estar por trás das lentes. E com o tempo, e com a ajuda da oficina de Vanusa, descobriu sua praia. “Eu sempre tive mais facilidade com a área da fotografia dirigida. Casamentos, ensaios, books, moda e afins”. Sua foto autoral predileta está em uma moldura enorme. “Ela tem quatro anos. Meu avô e minha avó estão conversando. Foi por causa dele que eu me apaixonei pela fotografia. Aquele retrato tem muito significado pra mim”.

A Casa de Babaçu se localiza na Rua Santo Cristo, entre Ceará e Rio Grande, número 1348 – Nova Imperatriz. Aos interessados, o telefone de contato é: 3535-5003.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Boas noticias da terra do frei

Jovem de Imperatriz vence concurso de fotografia no Rio

Participaram jovens de 14 a 25 anos de várias regiões do país
Redação

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aos 23 anos, Roberto Henrique Lima vence seu primeiro concurso de fotografia em uma disputa com mais de 200 trabalhos de vários estados brasileiros. A inscrição para o concurso “A química através da câmera” foi realizada em dezembro do ano passado. O evento é resultado de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Sociedade Brasileira de Química, entre outras instituições, e tem o objetivo de chamar a atenção para a relevância da química no dia a dia das sociedades e para a importância na construção de um mundo sustentável.

O concurso teve 19 inscrições de vídeos e, na categoria fotografias, da qual Henrique participou, 247 trabalhos. Com o registro de uma panela de azeite de babaçu no momento em que passa por um processo químico, o jovem foi o primeiro lugar na categoria. “Eu tinha essa foto há uns seis meses. Fiz quando acompanhei minha mãe (fotógrafa Vanusa Babaçu) no projeto dela no Ciriaco, incentivando a comunidade a registrar a história do povoado em fotos”, explica Henrique.

A primeira colocação fez o fotógrafo amador se interessar mais pela arte. “Não como profissão, mas já que ganhei esse vou continuar inscrevendo em outros”, afirma. No ano passado, Henrique executou um projeto cultural com teatro de rua em João Lisboa-MA, cerca de 12 km de Imperatriz, financiado pelo Ministério da Cultura.

O primeiro colocado de cada categoria no concurso “A química através da câmera” ganhou uma viagem para conhecer espaços de ciência no Brasil, à escolha do vencedor. O Museu da Vida (na FIOCRUZ) e o Jardim Botânico, ambos no Rio de Janeiro, foram os destinos escolhidos pelo jovem de Imperatriz. “Escolhi pelo fato de nunca ter visitado o Museu da Vida, um local conservado desde 1910, onde produziram vacinas na época da peste bubônica. Foi legal conhecer parte de histórias que via apenas nos livros e na escola”, informa.

Participaram jovens de 14 a 25 anos de estados como o Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. Os participantes puderam concorrer enviando até três fotografias (para a modalidade “A química num instante”) e somente um vídeo, com a duração máxima de um minuto (para a modalidade “A química em movimento”). A visita de Henrique ao Rio de Janeiro aconteceu entre os dias 2 e 4 de fevereiro.

Por Hemerson Pinto

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Início das aulas previsto para o dia 15/02/2012, com carga horária de 30 hs  e aulas de seg. a sex. das 19 às 22 hs.   O Curso desenvolverá competências específicas da qualificação básica, dando suporte técnico suficiente para atender as necessidades exigidas pela fotografia digital, a saber : Produzir trabalhos simples de reportagens de eventos sociais, fotos de natureza e paisagens urbanas utilizando equipamentos digitais, incluindo operação de programas para tratamento de imagens; Manusear a câmera e todos seus recursos; Composição fotográfica; Profundidade de campo,Tipos de fonte de luz; Sensibilidade fotográfica, Fotometria e etc. O curso destiná-se a todo público interessado, sejam iniciantes, fotógrafos amadores ou profissionais.
Investimento R$ 130,00, formas de pagamento e outras informações pelo:
fone (99) 3524 4489

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Com prazer, chá e bolachas



Espero vocês no dia 11 de fevereiro, uma tarde de sábado,



Para um dedo de prosa e apresentação do novo espaço de se fazer arte pelo prazer da arte.



Aguardo confirmação.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Retrato de BABAÇU

Renatinho - Rio Tocantis - Praia de Viração - Cidelandia - MA Verão 2011



EU, quando fizer o meu ultimo retrato. Que seja de nós. E se o riso não estiver presente, não importa. Que as rugas sejam evidenciadas ou a força da tua bela juventude. E que o nosso estar seja puro, captado pela mágica da fotografia espontânea. Quero aquele retrato de nós. Quero aquele retrato real.